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PUBLICADO EM:
17/11/2020

Alimentação adequada faz a diferença no tratamento do câncer

A nutrição tem papel fundamental na evolução do paciente oncológico, reduzindo sintomas da doença e efeitos colaterais do tratamento

Uma alimentação saudável, que atenda as necessidades individuais, tem um papel importante no tratamento dos pacientes oncológicos. Os efeitos colaterais do tratamento podem afetar a alimentação. Por isso, alguns ajustes podem ser considerados para ajudar o paciente a melhorar seu consumo alimentar e a adequada ingestão de nutrientes necessários para a manutenção da saúde.

A alimentação saudável e equilibrada é importante para qualquer pessoa e deve possuir variedade de nutrientes e priorizar porções de todos os grupos alimentares. Está diretamente ligada ao bom funcionamento do sistema imune e ao saudável estado nutricional do organismo. Mas esse cuidado com a alimentação merece uma atenção ainda mais especial quando se está realizando o tratamento oncológico.

Conforme a nutricionista do Centro de Tratamento do Câncer (CTCAN), Claudia Nunes Pimentel, especialista em Nutrição Clínica e Nutrição em Oncologia, o paciente oncológico, mesmo antes de iniciar o tratamento, costuma apresentar algum grau de desnutrição ou obesidade, que poderá ser agravado no curso da doença e período do tratamento, por essa razão a nutrição tem papel fundamental no processo de uma melhor evolução do paciente. “A nutrição ajudará a reduzir complicações, minimizando efeitos dos tratamentos, atuando na resposta imunológica e consequentemente possibilitando uma melhor qualidade de vida ao paciente”, destaca a nutricionista.

Nutricionista do CTCAN, Claudia Nunes Pimentel, especialista em Nutrição Clínica e Nutrição em Oncologia

Alimentação adequada ajuda a amenizar os efeitos colaterais
Uma situação bastante frequente nos pacientes oncológicos é a redução do apetite, que pode ser ocasionada pela doença ou em decorrência do tratamento. Os efeitos colaterais como náuseas, vômitos e alteração de paladar podem levar a uma redução da ingestão alimentar, prejudicando o estado nutricional. “Tratar os efeitos colaterais e iniciar precocemente a terapia nutricional com objetivo de recuperar e manter o estado nutricional adequado será fundamental para uma melhor resposta ao tratamento”, salienta Claudia.

Outra situação que pode ocorrer com alguns pacientes é o aumento de apetite e, com isso, o ganho de peso, o que pode comprometer o resultado do tratamento a longo prazo. “A terapia nutricional precoce e individualizada tem como objetivo a mudança de hábitos alimentares, a manutenção do peso adequado e a melhora da resposta imune”, observa a nutricionista.

Nesse sentido, a nutricionista salienta que as refeições devem ser planejadas com o propósito de suprir as necessidades nutricionais do paciente assim como suas preferências alimentares, com a ingestão de alimentos ricos em proteínas, vitaminas e minerais, com quantidade suficiente em calorias para a recuperação e/ou manutenção do peso adequado.

Dicas para minimizar náuseas e vômitos:
– Fracionar as refeições em 5 ou 6 vezes ao dia, com menor volume de alimentos;
– Comer alimentos macios e fáceis de digerir, evitar comidas pesadas;
– Preferir alimentos que a pessoa goste. Não insistir em oferecer alimento que o paciente não sinta vontade de comer;
– Evitar temperaturas extremas, como muito quente ou muito frio, dar preferência a alimentos e bebidas em temperatura ambiente;
– Aumentar a hidratação, bebendo pequenas quantidades ao longo do dia, evitando ingerir grandes volumes de uma vez só.

Em tempos de pandemia, fortalecer o sistema imune é importante
O estado nutricional e a função imune do paciente oncológico podem ser afetados, favorecendo o surgimento de infecções e o aumento de efeitos colaterais do tratamento. Isso é uma das razões desses pacientes estarem no grupo de risco para a Covid-19. “A imunonutrição ou oferta de nutrientes específicos que atuam no fortalecimento do sistema imune é essencial para estimular a resposta imunológica, aumentar a resistência do organismo, colaborando com a redução do risco de infecções e uma melhor resposta no tratamento de pacientes com câncer”, enfatiza Claudia.

A nutricionista explica que a alimentação deve ser variada, com oferta adequada de macro e micronutrientes, composta por nutrientes que agem diretamente sobre o sistema imunológico como as vitaminas antioxidantes A, E, C e complexo B, selênio, zinco, ácidos graxos ômega-3 e 6, aminoácidos essenciais como a glutamina e arginina.

Propósito da Terapia Nutricional no paciente em tratamento oncológico:
– Manutenção e/ou recuperação do estado nutricional adequado;
– Oferecer condições favoráveis para o estabelecimento do plano terapêutico;
– Redução do número de complicações provenientes dos tratamentos;
– Recuperar a atividade do sistema imune;
– Prevenção à interrupção dos tratamentos;
– Melhoria da qualidade de vida.

 

Assessoria de Imprensa CTCAN – Jornalista Natália Fávero