CTCAN
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PUBLICADO EM:
18/01/2021

Campanhas de vacinação são defendidas pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica

Combater pandemias sempre foi um desafio gigantesco para a humanidade ao longo da história, mas a de Coronavírus, além de tudo isso, trouxe outro fator difícil de ser contido: as fake news. As notícias falsas, informações desencontradas, fontes sem credibilidade e outras tantas inveracidades causam prejuízos à ciência, à medicina e, principalmente, à população. A queda na cobertura vacinal no Brasil, especialmente na pandemia de Covid-19, é expressiva e preocupa a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), já que muitas vacinas são utilizadas na prevenção ao câncer.

A SBOC promoveu, há poucas semanas, um podcast com o tema “Ciência como proteção à vida”, com a participação do Comitê de Defesa Profissional, que tem como um dos integrantes o oncologista do Centro de Tratamento do Câncer (CTCAN) de Passo Fundo, Dr. Alvaro Machado. A iniciativa também contou com a participação do coordenador do Comitê, Dr. Rafael Kaliks, do também integrante do Comitê, Dr. Helano Freitas, e da presidente da SBOC, Dra. Clarissa Mathias.

O podcast debateu a obrigatoriedade de seguir o que indica a ciência na tomada de decisões sobre a vacina contra a Covid-19 e outros aspectos que envolvem o enfrentamento da pandemia. “Estamos enfrentando um desafio muito grande na área da saúde, uma pandemia, uma doença nova, onde o acúmulo de conhecimento ocorre de forma rápida e também de forma frágil. Isso possibilita interpretações errôneas que geram notícias falsas, fazendo com que nossa responsabilidade aumente”, enfatizou o oncologista do CTCAN.

Zelar pela ciência é um dos caminhos para combater as desinformações. “O que nos perturba é o enfrentamento das desinformações. A nossa obrigação é zelar pelo caminho da ciência e da medicina, tanto para defender nossos colegas quanto para oferecer aos pacientes uma boa prática. Defender a prática com a melhor evidencia possível da literatura é importante pra que não se caia em misticismos e desinformações que causam prejuízos a todos”, afirmou Machado, salientando a importância de a população procurar fontes oficiais e confiáveis de informações e notícias.

Conforme a SBOC, a disseminação de fake news, inclusive por lideranças importantes do Brasil, impactou a confiança da população em vacinação, principalmente em torno dos testes realizados para a vacina contra o coronavírus. “Gostaria de reforçar que as vacinas estão sendo testadas em fase 3, com milhares de pessoas. Nem todas as medicações existentes ou muito poucas tiveram estudos clínicos deste porte e resultados tão consistentes e seguros quanto às vacinas contra o coronavírus. E se quer questionamos os outros medicamentos. As vacinas não são experimentais”, observa o oncologista do CTCAN.

A SBOC enfatiza que, na última década, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram queda de, pelo menos, 14% na cobertura vacinal no Brasil. Após o início da pandemia de Covid-19, esses números são ainda mais expressivos, principalmente devido ao impacto da propagação de fake news.

Por esse motivo, a entidade defende que todas as condutas médicas sejam baseadas na ciência e em pesquisas clínicas, salientando que a imunização da população tem sido tratada rotineiramente pela SBOC.  Desde o princípio da pandemia, a entidade tem se colocado em conformidade com os posicionamentos da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). “A SBOC defende que toda tomada de decisão para enfrentamento do novo coronavírus seja pautada pela ciência, e a SBI, como entidade representativa da infectologia nacional, é o porta-voz das evidências científicas que temos até aqui e das que ainda estão sendo desbravadas”, enfatizou a presidente da SBOC, em posicionamento divulgado pela entidade.

Confira aqui o podcast completo.

 

Assessoria de Imprensa CTCAN – Jornalista Natália Fávero