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PUBLICADO EM:
29/06/2020

Cigarros eletrônicos são nocivos à saúde

Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) contêm inúmeras substâncias tóxicas e podem causar doenças como o câncer

Com a promessa de ajudar dependentes a parar de fumar, os cigarros eletrônicos são nocivos à saúde e podem levar à morte. Um modismo que fez com que o Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgasse recentemente um alerta à população sobre os riscos do uso dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), que têm causado uma epidemia de uso de nicotina, principalmente entre os jovens, em vários países.

Os DEFs são aparelhos que funcionam com bateria e possuem diferentes formas e mecanismos. Eles contêm inúmeras substâncias tóxicas e, em sua maioria, aditivos com sabores e nicotina. Podem ter vários modelos que se parecem com cigarros, canetas, pen drives, marcadores de texto, “tanques” (dispositivos maiores) e também existem os vaporizadores de ervas secas. “O cigarro eletrônico é o termo utilizado para definir uma grande variedade de produtos que divergem em relação a formato, concentrações de líquidos, marcas, entre outros. Pressupõe-se que haja também uma variedade em sua toxicidade e nas consequências para a saúde de quem os usa, dificultando as conclusões de estudos e do controle sobre o que é consumido”, salienta o oncologista do Centro de Tratamento do Câncer (CTCAN), Dr. Alex Seidel.

Oncologista do CTCAN, Dr. Alex Seidel, enfatiza os perigos do cigarro eletrônico

Cigarros eletrônicos matam

No final do ano de 2019, os Estados Unidos (EUA) registraram casos de uma doença pulmonar grave relacionada aos cigarros eletrônicos, denominada de Evali (Electronic or Vaping Acute Lung Injury), que provocou mais de 2 mil internações hospitalares e 48 mortes até dezembro do ano passado. No Brasil, antes da epidemia de coronavírus, havia três casos suspeitos desta mesma doença, que apresenta sintomas como tosse, falta de ar e dor no peito, náusea, vômito, dor abdominal ou diarreia, febre, calafrio e perda de peso. “Estudos mostram que os cigarros eletrônicos não são mais seguros que os cigarros convencionais, podem causar doenças e não contribuem para o fim do vício dos fumantes”, observa o oncologista.

Câncer e outras doenças

Além da nicotina, o cigarro eletrônico tem formaldeído, acetaldeído, acroleína, nitrosaminas, metais pesados, flavorizantes, compostos orgânicos voláteis, entre outras combinações desconhecidas, sendo que grande parte delas são substâncias que causam câncer. “Os cigarros eletrônicos são perigosos principalmente pelo elevado número de substâncias nocivas à saúde. Além da dependência da nicotina, que é mantida, existem várias outras substâncias presentes que acarretam doenças potencialmente graves, como o infarto agudo do miocárdio e de doenças respiratórias e pulmonares, como a asma. Além disso, estes produtos possuem em sua composição substâncias reconhecidamente cancerígenas”, alerta Seidel.

São fontes de contaminação do novo coronavírus

O Inca salienta que os fumantes são mais vulneráveis à infecção pelo novo coronavírus, pois o ato de fumar proporciona constante contato dos dedos com os lábios, aumentando a possibilidade da transmissão do vírus para a boca. Além do cigarro convencional e do narguilé, os dispositivos eletrônicos para fumar também facilitam essa transmissão.

Proibidos no Brasil

A Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nº 46 de 2009, proíbe a comercialização, a importação e a propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar.

 

Assessoria de Imprensa CTCAN