CTCAN
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PUBLICADO EM:
22/12/2020

Dezembro Laranja: campanha enfatiza a prevenção do câncer mais incidente na população

São cerca de 180 mil novos casos ao ano de câncer de pele. Quando descoberto no início, as chances de cura chegam a 90%

O verão se aproxima, a exposição ao sol aumenta e os cuidados com a proteção da pele devem ser redobrados. A exposição solar é um dos principais fatores para o câncer de pele. Por isso, o Dezembro Laranja, Campanha Nacional de Prevenção Contra o Câncer de Pele, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, reforça as formas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.

O câncer de pele é o tipo mais incidente na população brasileira, com cerca de 180 mil novos casos todos os anos. Há basicamente três tipos de câncer de pele: o carcinoma basocelular, o carcinoma escamoso e o melanoma, que é o mais agressivo, devido à sua alta possibilidade de metástase. O melanoma pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais.

Na professora Edilene Rossi, 40 anos, moradora de Carazinho, o melanoma apareceu na perna, no cérebro e em um dos seios. O primeiro sinal foi percebido em 2014. “Percebi uma pinta escura na minha coxa direita, perto do joelho. Fiquei observando e um dia a pinta sangrou. A biópsia apontou o melanoma. Estava grávida de sete meses. Não pude iniciar o tratamento e retornei 45 dias após o nascimento da minha filha. Usei o interferon, fiz cinco aplicações de quimio, 20 sessões de radio e cinco cirurgias na coxa”, revela Edilene, que na época, em meio a tudo isso, conseguiu garantir a amamentação da filha até os oito meses.

Edilene Rossi, em outubro de 2020, quando realizou a última quimioterapia no CTCAN

O enfrentamento ao melanoma não terminou por aí. Quatro anos depois, em 2018, a professora descobriu o melanoma no cérebro e no seio esquerdo. “Pensei: morri!! Mas eu tinha duas opções: ficar deitada em uma cama chorando e morrer ou lutar com alegria e otimismo como eu vinha fazendo. Foram então três cirurgias na cabeça e uma no seio.  Contando as da coxa, totalizei nove cirurgias”, declara a professora.

Foram seis anos de luta contra a doença. Em outubro de 2020, Edilene realizou a última quimioterapia. “Acreditar é a palavra certa. Acreditar em você e na sua força interior. Acreditar nas pessoas que te amam, na medicina, nos médicos e em Deus, pois ele é bom e justo e está sempre ao seu lado. Observe seu corpo e não tenha medo de procurar seu médico, porque tem tratamento”, enfatiza Edilene.

Melanoma é o mais agressivo

O melanoma se origina nos melanócitos, células que produzem a melanina, pigmento que dá cor à pele, em maior ou menor grau. “O câncer de pele não melanoma é o mais incidente e tem menor agressividade se comparado com o câncer de pele melanoma, tipo mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase. As chances de cura estão ligadas ao diagnóstico e tratamento precoce”, destaca o oncologista do Centro de Tratamento do Câncer (CTCAN), Dr. Alvaro Machado.

Pessoas de pele clara, com história pessoal ou familiar deste câncer ou com doenças cutâneas prévias estão entre as mais vulneráveis a este câncer e devem ficar atentas. Ao perceberem manchas na pele que coçam, ardem, descamam ou sangram, bem como feridas que não cicatrizam em até quatro semanas devem procurar um especialista.

O tema escolhido neste Dezembro Laranja enfatiza que câncer da pele é coisa séria e que a conscientização deve começar na infância, já que com a constante exposição de jovens aos raios solares, a média de idade dos pacientes vem diminuindo. “Moramos em um país em que a exposição solar é mais acentuada. Temos que ter cuidado diário com a nossa pele, usando protetor solar com fator de proteção acima de trinta, bonés, chapéus, camisas e calças, cuidar a exposição solar entre 10h e 16h, onde a radiação ultravioleta é mais intensa. Pessoas de pele mais clara e que possuem lesões de pele ou pintas devem procurar um dermatologista”, alerta o também oncologista do CTCAN, Dr. Alex Seidel.

Regras do ABCDE auxiliam na identificação do melanoma

A = Assimetria: lesões assimétricas são suspeitas, enquanto lesões simétricas são mais provavelmente benignas.

B = Bordo: bordos irregulares, geográficos são sempre suspeitos, ao contrário dos bordos regulares.
C = Cor: uma cor homogênea é mais provavelmente benigna e quando há variação desde castanho claro até preto-azulado deve ser avaliado por seu médico.

D = Diâmetro: lesões maiores que cinco milímetros são sempre suspeitas.

E = Evolução: qualquer modificação (crescimento, sangramento, descamação ou prurido) em um nevus (lesões escuras) deve ser analisada pelo médico dermatologista.

 

Oncologistas do CTCAN, Dr. Alvaro Machado e Dr. Alex Seidel

 

Assessoria de Imprensa CTCAN – Jornalista Natália Fávero