CTCAN
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PUBLICADO EM:
20/05/2020

O câncer merece atenção em tempos de pandemia

Diagnóstico precoce e tratamento do câncer, essenciais para a cura da doença, estão sendo impactados pela pandemia de Coronavírus

Os impactos da pandemia de coronavírus, que já provocou milhares de mortes no mundo e no Brasil, também preocupa a área oncológica. Serviços de referência no país e entidades, como a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), estimam que pelo menos 80 mil pessoas deixaram de serem diagnosticadas com câncer nos primeiros meses de pandemia, contribuindo com a falta de diagnóstico precoce, tão importante para a cura da doença. Além disso, muitos pacientes, que já confirmaram a doença, abandonam o tratamento por receio, desinformação e falta de acesso aos recursos.

Frente a este cenário, a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) realizou um levantamento com a participação de 30 ONGs associadas. Em 25 cidades, sendo 12 capitais, as principais reclamações dos pacientes têm sido o cancelamento de consultas (32,3%), de cirurgias (22,6%) e a falta de data disponível para exames de diagnóstico (16,1%).

Isso mostra que está ocorrendo uma redução de diagnósticos e tratamentos clínicos ou cirúrgicos. “Dados preliminares estimam redução de 80% em exames, cirurgias oncológicas e tratamentos, principalmente na rede pública das grandes cidades”, observa o oncologista do Centro de Tratamento do Câncer (CTCAN), Dr. Alvaro Machado, membro do Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).

O oncologista do CTCAN, Dr. Alvaro Machado, ressalta que caso o paciente apresente algum sintoma para o câncer, o atendimento médico deve ser procurado, levando em consideração as medidas de prevenção contra o coronavírus

Motivos para este cenário

Um dos motivos para não procurar atendimento oncológico ou abandonar o tratamento é o medo de se expor ao coronavírus. É importante ressaltar que pacientes oncológicos também fazem parte do grupo de risco para a Covid-19. Outros fatores também estão envolvidos. “O temor da Covid-19 por parte de pacientes, problemas de logística de produção e entrega de medicamentos e insumos, afastamento de profissionais por contágio pelo coronavírus e vários outros fatores estão envolvidos. Isso tudo é muito preocupante, o câncer é uma doença complexa que exige tratamentos adequados em tempo adequado”, comenta o oncologista.

Não interrompa o tratamento

A recomendação para os pacientes em tratamento oncológico é não interromper seu tratamento. “A interrupção do tratamento, em regra, reduz as chances de cura ou do melhor resultado buscado. Em algumas situações podemos postergar tratamentos optando por medidas de contenção temporária. Mas isso é exceção. O melhor é conversar com seu médico especialista para definir a conduta. Não abandone o tratamento nem postergue exames recomendados”, salienta Machado.

O câncer não pode esperar

A orientação para cada caso deve ser discutida com um médico oncologista. A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), alinhada às diretrizes internacionais, recomenda que todos pacientes prossigam seus tratamentos, não interrompam, exceto sob expressa recomendação de seu médico. “A princípio, o câncer não é uma doença que pode esperar a pandemia passar. É fundamental os pacientes consultarem seu especialista e seguir as orientações dadas. Muitos poderão aguardar ou optar por tratamentos de menor risco até um momento mais adequado para o tratamento definitivo. Entretanto, outros necessitarão de tratamentos imediatos, que não devem ser adiados”, alerta o oncologista.

Pessoas com sintomas para o câncer devem procurar atendimento

Pacientes ainda sem diagnóstico correm risco de atraso na identificação do câncer e início do tratamento recomendado. “A estimativa de 50 mil diagnósticos ‘perdidos’ até agora é muito séria, pois impactará diretamente no tempo e qualidade de vida das pessoas”, observa o oncologista, salientando que os exames de rotina para as pessoas assintomáticas devem ser retomados assim que a fase crítica da pandemia passar. “As pessoas sem sintomas, absolutamente assintomáticas, podem retardar os exames de rotina, como mamografia, sangue oculto nas fezes, colonoscopia e preventivo do colo do útero, por alguns meses, até passar a fase aguda da pandemia”, observa Machado.

No entanto, caso o paciente apresente algum sinal ou sintoma, ele deve procurar atendimento, tomando as medidas de prevenção necessárias contra o coronavírus. “As pessoas com sintomas ou qualquer alteração na sua saúde, ou aquelas que já estavam em investigação de suas queixas, devem procurar seu médico, fazer os exames e mostrar os resultados ao responsável. Não devem, de forma alguma, adiar investigação e exames”, afirma o oncologista.

Cabe ressaltar que os serviços de saúde, clínicas e consultórios estão todos adaptados para a realidade da pandemia. Existem alternativas ao ambiente hospitalar. “O CTCAN, por exemplo, única instituição de saúde da região com acreditação plena da ONA (Organização Nacional de Acreditação), adotou regras e rotinas das melhores instituições norte-americanas desde o início da pandemia, garantindo segurança ao paciente, familiar e à equipe de saúde”, revela Machado.

Mais orientações aos pacientes oncológicos podem ser acessadas no site do CTCAN. ( https://ctcan.com.br/pacientes-oncologicos-e-os-cuidados-para-prevenir-o-coronavirus/)

 

 

Assessoria de Imprensa CTCAN